Decidir começar a terapia é um dos maiores atos de amor-próprio que você pode ter. No entanto, após tomar essa decisão, surge uma dúvida comum: como escolher o psicólogo certo entre tantas opções?
Encontrar um terapeuta é como encontrar um parceiro de jornada. Para te ajudar, preparei este guia prático para que você saiba exatamente o que avaliar.
Neste guia, preparei 5 pontos fundamentais para você avaliar antes (ou durante) a sua primeira sessão.
Por que é importante saber como escolher o psicólogo certo?
Muitas pessoas desistem do tratamento porque não sentiram conexão inicial. Entender como escolher o psicólogo certo envolve analisar critérios técnicos e também a sua intuição.
1. Qual é a sua abordagem teórica?
A psicologia não é uma coisa só. Existem diversas “lentes” pelas quais o profissional enxerga o comportamento humano, chamadas de abordagens.
- Por que isso importa? A abordagem define a metodologia do trabalho. Algumas são mais focadas no passado e no inconsciente, enquanto outras focam no presente e em metas práticas.
- O exemplo da TCC: No meu consultório, utilizo a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Ela é uma abordagem estruturada, focada em resolver problemas atuais e modificar padrões de pensamento e comportamento que estão gerando sofrimento hoje.
2. Você é especialista na minha demanda principal?
Assim como na medicina, na psicologia existem profissionais que se dedicam mais a certas áreas. Se você busca ajuda para ansiedade, luto ou conflitos amorosos, é importante saber se o psicólogo tem experiência e ferramentas específicas para esses temas.
Dica de ouro: Analise as redes sociais e os conteúdos que o profissional publica. Eles estão alinhados com o que você está vivenciando? Isso já demonstra o nível de afinidade técnica com o seu problema.
3. Como funcionam as regras de sigilo e ética?
A sua segurança é inegociável. Todo psicólogo deve seguir o Código de Ética Profissional e estar devidamente registrado no Conselho Regional de Psicologia (CRP).
O sigilo é a base da confiança. É válido perguntar como o profissional lida com isso e se ele participa de processos de supervisão clínica (onde discute casos com outros especialistas, de forma anônima, para garantir a melhor condução do tratamento).
4. Como é o seu processo de avaliação inicial?
Para evitar expectativas frustradas, entenda como o trabalho funciona na prática:
- Como serão as primeiras sessões?
- Como são definidos os objetivos do tratamento?
- Com que frequência revisaremos o meu progresso?
Um bom profissional estabelece metas claras e não deixa o paciente “no escuro” sobre o que está sendo trabalhado.
5. A escolha do caminho é colaborativa?
A terapia é uma via de mão dupla. Embora o psicólogo seja o especialista técnico, você é o especialista na sua própria vida. Um bom terapeuta sugere caminhos e intervenções, mas sempre respeitando seus limites e necessidades. Fuja de profissionais que impõem verdades absolutas sem ouvir o seu ritmo.
O Fator Chave: A “Sintonia” Clínica
Mesmo que o psicólogo tenha o melhor currículo do mundo, existe algo que a ciência chama de aliança terapêutica. Ao final da primeira sessão, faça uma autoanálise honesta:
- Eu me senti segura(o) para falar?
- Senti que fui ouvida(o) sem julgamentos?
- Acredito que essa pessoa pode me ajudar?
A técnica é crucial, mas é o vínculo que cura.
Comece a sua jornada
Não desista da sua saúde mental se o primeiro contato não for perfeito. O psicólogo certo está esperando por você e o esforço da busca vale a pena pela liberdade emocional que a terapia proporciona.
Se você se identifica com a minha forma de trabalhar e deseja dar o próximo passo rumo ao autoconhecimento, estou à disposição para te acompanhar.
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Valéria Noronha
Psicóloga | CRP
Especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)
Formação em Terapia Comportamental Dialética (DBT) e Perdas e Luto
📍Atendimentos online @psivalerianoronha
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